Tratamento para Síndrome do Pânico

Tratamento da sindrome do panico

Conforme a linha de atuação do profissional que se dedica à cura dos pacientes, ele vai propor um determinado tratamento para Síndrome do Pânico. Muitos médicos defendem o uso de remédios, ao menos, em um primeiro momento. Para eles, o transtorno do pânico é causado pela falha na comunicação dos neurotransmissores, responsáveis por enviar as informações ao cérebro, por isso, o uso de medicamentos é necessário para restabelecer esse equilíbrio, que foi afetado.

Já outros profissionais garantem que é possível restaurar esse equilíbrio apenas com a psicoterapia. De qualquer maneira, todos são unânimes ao concordar que a busca por um profissional da saúde para tratar o distúrbio é essencial. Acontece que muitas pessoas acreditam que os ataques de pânico são passageiros e, assim, negam a ajuda médica. Também ocorre, algumas vezes, da família não oferecer o apoio necessário, que é fundamental para o bom funcionamento do tratamento individual.

No caso do paciente adiar a procura por um tratamento para Síndrome do Pânico, o seu quadro pode se complicar, possibilitando que mais crises ocorram com maior frequência. Além disso, na hora do ataque de pânico, é comum que a pessoa procure um pronto-socorro, onde nem sempre existem profissionais capacitados para diagnosticar o transtorno do pânico.

Os profissionais da saúde mental são os responsáveis por acompanhar os pacientes no tratamento, sendo eles os psicólogos, psiquiatras, conselheiros de saúde mental e assistentes sociais. No entanto, o único que pode prescrever medicamentos é o psiquiatra. Já os tratamentos da psicoterapia podem ser realizados tanto por psiquiatras como psicólogos.

Tipos de tratamento para a Síndrome do Pânico

Uma das linhas que os profissionais que defendem a importância da psicoterapia para que haja uma melhora real do paciente com o distúrbio do pânico é o tratamento através da terapia comportamental. Essa técnica tem como objetivo permitir ao paciente o autoconhecimento, para que ele possa compreender quais os acontecimentos em sua vida que desencadeiam os ataques de pânico.

O tratamento ocorre de maneira lenta e gradual, no qual o paciente deve se defrontar com as situações que o aterroriza, para que, aos poucos, haja uma desensibilização, que permitirá o enfrentamento das limitações, sem que ocorra o quadro estressante. Em outras palavras, o que o paciente deve fazer é mudar o seu comportamento frente aquilo que atrapalha e incomoda a sua possibilidade de viver plenamente, seja no trabalho, nas relações interpessoais ou consigo mesmo.

Terapias semelhantes a esse é a terapia cognitiva e comportamental, que consiste nos métodos de visualização, técnicas de respiração e relaxamento com o objetivo de evitar os sintomas da Síndrome do pânico. Ela também faz uso do enfrentamento aos medos, de maneira gradual, para eliminar os ataques de ansiedade.

Outra maneira de combater o transtorno do pânico sem que se faça uso dos fármacos – ou porque o paciente não responde de forma positiva a eles, ou mesmo, por não querer o uso de remédios – e que complementa um tratamento é a chamada Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva (EMTr). Essa técnica é utilizada pelos médicos da área da neurologia desde 1985 e a psiquiatria fez uso dela pela primeira vez em 1997. Na neurologia, a técnica foi introduzida por Anthony Barker e colegas da Universidade de Sheffield, sendo que ela foi consolidada como de grande utilidade na pesquisa neurocientífica.

O seu objetivo é atingir o cérebro de forma não invasiva. Para tanto, se usa campos magnéticos que estimulam ou atrasam as funções cerebrais. Ou seja, a Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva atinge o cérebro através de corrente elétrica induzida por pulsos magnéticos por variação rápida do campo magnético no tecido cerebral.

Essa técnica também é usada em situações neurológicas, como acidente vascular, enxaqueca, Síndrome de Parkinson, entre outras, bem como em outros quadros psiquiátricos, como a depressão. Além disso, os profissionais adeptos da técnica garantem que a Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva é bem diferente da Eletroconvulsoterapia (ECT), mais conhecida como Eletrochoque.

A primeira não exige anestesia, é indolor e tampouco apresenta efeitos colaterais sobre a memória. Para entender a diferença, os médicos citam uma frase do pesquisador Prof. Dr. Pascual-Leone: “ambas [as técnicas] acertam na mosca, com a diferença que enquanto a EMTr é um dardo a ECT é uma bomba”.

Remédios utilizados para combater a Síndrome do Pânico

Já o tratamento medicamentoso consiste em antidepressivos, que conforme especialistas, diferente dos calmantes, não viciam. Por outro lado, profissionais alertam que os antidepressivos podem causar problemas de depressões mais graves. Os antidepressivos costumam ser tomados todos os dias para criar uma resistência aos sintomas do transtorno do pânico.

Nos quadros com esse distúrbio, os mais usados são os antidepressivos tricíclicos, que reduzem a intensidade e a frequência de ataques, além de diminuir a ansiedade e tratar a depressão, caso ela esteja associada. Esses fármacos são usados há mais de 30 anos em pacientes com Síndrome do pânico. No entanto, podem causar disfunções sexuais, ganho de peso, entre outros efeitos colaterais.

Junto a um antidepressivo, os médicos podem indicar ainda o uso de ansiolíticos(benzodiazepínicos), que é apenas ministrado durante o ataque de pânico, sendo que podem viciar o paciente que não fizer o seu uso correto. Eles também são indicados no início do tratamento, quando os antidepressivos não começaram a fazer efeito. Outro medicamento que pode ser receitado são os betabloqueadores, os quais são usados para eliminar os sintomas do medo, como a taquicardia, durante um ataque de pânico. No entanto, pesquisas mostram que outros remédios são mais eficientes, já que esse pode provocar diabetes.

 

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19 Comentários em "Tratamento para Síndrome do Pânico"

  • […] Texto enviado pelo blog Síndrome do Pânico. […]

  • […] Tratamento para Síndrome do Pânico  […]

  • vcs estão de parabéns tiraram minhas dúvidas agora ficou tudo mais claro. obrigada

  • ggostaria de saber qual o medico que cuida da siindrme do panico

  • […] Para entender melhor separei algumas perguntas. Caso a maior parte (mais de sete) ser uma resposta positiva é indício de que você pode sofrer de crise do pânico. É muito importante saber se você sofre ou não com essa síndrome por que aí você pode procurar tratamento para sindrome do panico. […]

  • Acacia disse:

    Boa tarde!..eu tenho síndrome do pânico. eu já fiz tratamentos com psiquiatras com o uso de medicamentos. já fiz terapias e nada resolveu!.. as vezes da a impressão que piora quando começa a fala dos sintomas. eu não consigo viajar frequentar restaurantes, tenho dificuldade de frequentar lugares públicos e lugares bonitos. os meus sintomas são corpo fraco, boca seca, coração acelerado, desespero, e desespero de evacuar o desespero de ir ao banheiro é tão grande, que se torna o problema maior pois eu não consigo segurar já aconteceu alguns acidentes pois eu não consegui segurar e fiz na roupa que é bem desagradável. então minha pergunta é tem como fazer alguma intervenção cirúrgica? pois o problema psicológico! então tem a ver com cérebro!? bom eu preciso de ajuda. pois a muito tempo eu não tenho vida social.se alguém puder me ajuda eu agradeço.

    • Sandra Coelho disse:

      Acácia,

      É uma doença psicológica. Não existe cirurgia.
      Você precisa ser corajosa e intensificar o tratamento. É o único meio de você se curar desse mal, junto com a fé!

    • Viviane Veiga disse:

      Boa noite Acacia, estou lutando contra esse mal e a fé move montanhas. Leia salmo 139 e peça a Deus ajuda, escute louvores, , assim que vc acordar coloque logo um louvor. Aline Barros, Diantr do trono……e faça uma oração a Deus. Isso feito grande diferença em minha vida e sei que vai fazer na sua.

  • claudinei disse:

    Já tive esse problema, como já foi dito um dos o maiores problemas é o paciente não querer usar remédios. Faço uso moderado se remédio prescrito pelo médico e também estou fazendo tratamento com uma psicóloga. Ela me ensinou técnicas de respiração quando eu estiver sentido os sintomas e tem dado resultados positivos. cada caso é um caso, todos que sofrem com essa doença tem que encontrar coragem e enfrentar as situações, para poder ser curado. Se a pessoa acreditar que Deus ter poder e ter fé, será um grande passo para a cura.

  • Viviane disse:

    Sou estudante de psicologia, e quando busquei um site par me ajudar a realizar um trabalho de TCC sobre Pânico, este me foi de grande ajuda, pois as informações são resumidas e de fácil entendimento.

  • Andreia disse:

    Olá a todos … parabéns pelo site, está muito bom. Vou contar a minha experiência … Tenho 36 anos, uma vida estável, e deparei-me com o meu primeiro ataque de pânico à 1 ano. A médica receitou-me um anti-depressivo e um ansiolítico. Tomei durante um fim de semana e parei pois não me dei bem. Não tinha reacção. Andei na psicologa ajudou mas não tratou. Faço tratamento homeopático. Comecei à uma semana a fazer fitoterapia e acupuntura. O que me ajuda realmente é meditação e reiki que faço à noite … é a minha televisão. Não estou curada, mas estou a 70-80%. A condução se tornou para mim uma fobia. Conduzo só aqui na zona, se preciso de ir mais para longe vou acompanhada. Tenham fé

  • junior disse:

    Olá tenho 23 anos e estou nesta luta a 5meses, as dores e os desconfrots no peito e a respiração pesada e o que amsi me encomoda,estou com a sensação que estou com sinuzite a 4meses e nao consigo respirar direito, estou usando excitalopram 15mg mais o que devo fazer?

    obrigado

  • Jane disse:

    Bom dia por favor me indiquem um medico psiquiatra pois so de pensar em ir já estou tremendo e com ânsia de vômito e fraca tenho uma vida agitada ou tinha não sei mais não vou a lugar nenhum aberto nem onde tenha pessoas tremo so de pensar .

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