Transtorno do Pânico

O chamado Transtorno do Pânico é o que você já deve ter ouvido com outro nome, Síndrome do pânico. Ambos tratam-se do mesmo distúrbio, apenas com nomes diferentes. Para entender profundamente o que significa esse problema, é possível nos remeter à origem do termo “Pânico”, que provem do grego “panikon” e tem como significados pavor repetitivo e susto.

Já no que traz a mitologia grega, o Deus Pã é o personagem que possui pés de bode, chifres e causava horror nos pastores e camponeses quando aparecia. Por isso, ao traduzir para o português, a palavra pânico ganha mais força, tendo como sinônimo os termos medo ou pavor violento e repetitivo. Da mesma forma, a palavra agorafobia, uma fobia que pode se desenvolver nas pessoas que sofrem do Transtorno do Pânico, também remete à antiguidade.

Conta-se que, em Atenas, foi construído um templo ao Deus Pã, na Acrópole, ao lado da Ágora, a praça do mercado onde a assembleia popular se reunia para discutir os problemas da cidade. Essa fobia está relacionada com o medo de lugares abertos ou com muitas pessoas. Hoje em dia, trata-se a Síndrome do pânico como um distúrbio que afeta, principalmente, as mulheres na fase adulta, inclusive, as que possuem uma atividade profissional bastante ativa, sendo que elas costumam cobrar muito de si mesmas, se preocupar demais e ter dificuldades em lidar com os imprevistos.

Assim como os seus sinônimos, pânico aparece de forma inesperada e sem causa aparente, em uma pessoa que está tendo uma crise. Dessa maneira, se você tem o transtorno, o seu corpo começa a sentir todos os sintomas que teriam em uma situação de perigo, embora, nesse momento, não exista motivo para temer nada. Os sintomas são vários, sendo os mais frequentes a taquicardia, suor, tremor e torturas.Quando isso acontece, você pode estar lavando a louça, escutando música, fazendo compras no mercado ou desempenhando qualquer outra atividade corriqueira.

Como era Tratada a Síndrome do Pânico

A descoberta do transtorno do pânico é relativamente nova, sendo que há pouco tempo, se você tivesse um ataque de pânico, possivelmente seria tratado por um neurologista ou um cardiologista, pois confundiam o problema com outras doenças. Assim, ela costumava ser chamada deneurastenia cardiocirculatória ou doença do coração do soldado. Esse nome se refere ao termo “coração irritável”, um nome dado por Da Costa em 1860, na guerra civil americana.

Porém, foi Freud que realizou a primeira descrição dos seus sintomas, classificando o distúrbio como neurose ansiosa. Assim, até a década de 1980, quem sofria do transtorno era enquadrado como um paciente com “neurose de ansiedade”, sendo que, hoje em dia, esse grupo foi subdividido em dois: doença do pânico e transtorno de ansiedade aguda ou generalizada.

A diferença está, principalmente, no fato de que enquanto o segundo tem como causa um motivo específico, seja o medo de andar de avião, de elevador, de que haja um incêndio, etc, os portadores do transtorno do pânico se deparam com uma ameaça ausente, que está dentro do próprio paciente (endógena). Porém, ambos os problemas são acompanhados de grande estímulo do sistema nervoso autônomo, o qual se caracteriza pelo coração bater mais rápido, suor pelo corpo, tontura, tremor, palidez e falta de ar.

Atualmente, a Síndrome do pânico já é vista com outros olhos. Devido ao grupo de pacientes que costuma atacar e a situação profissional das mulheres acometidas, é considerada uma doença da “modernidade” ligada ao estresse gerado pelo cotidiano de algumas pessoas. Outro agravante é que, ainda, é comum que se taxe o distúrbio como algo banal e, por isso, os seus portadores se inibem, demorando a buscar um especialista que possa ajudá-los. Porém, atrasar o início do tratamento pode fazer com que as crises sejam mais frequentes.

 

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