Síndrome do Pânico, o que fazer?

o que fazer

A pergunta que não quer calar: Síndrome do Pânico, o que fazer? Essa é uma questão que muitas pessoas fazem, pois a cada dia se fala mais nesse distúrbio e, por ele normalmente aparecer de forma repentina, existem indivíduos que temem serem os próximos a sofrerem os ataques de pânico. Se você é uma pessoa ansiosa e, por isso, aumentam os seus receios que possua o transtorno, é preciso entender que esse distúrbio integra os transtornos de ansiedade, sendo que você pode desenvolver outros quadros a serem tratados.

Em maior ou em menor grau, o importante é que você busque sempre a ajuda de um psiquiatra, psicólogo ou outro profissional da saúde mental quando perceber que alguma coisa não está bem. No caso da Síndrome do Pânico, o que fazer? Na maioria das vezes, não é possível buscar ajuda médica antes de iniciarem as crises, pois o comum é que somente a partir do primeiro ataque a pessoa perceba que alguma coisa está errada.

Além disso, é importante que você entenda em que consiste a síndrome. Isso se faz necessário porque não são raros os casos em que pacientes com dores no peito ou taquicardia, além de outros sintomas de um ataque de pânico, busquem ajuda nos prontos-socorros e sejam diagnosticados pelos profissionais em plantão como portadores de um problema cardíaco.

Dessa forma, os indivíduos não recebem os tratamentos indicados para bloquear os ataques de pânico e, ainda, depois de serem feitos os exames que não comprovarem nenhum problema no coração, têm que ouvir, muitas vezes, do médico que está lhe atendendo “Você não tem nada”. Para uma pessoa que possui um dos transtornos de ansiedade, essa incerteza a incomoda a ponto de agravar o seu quadro.

Causas da Síndrome do Pânico

Como o transtorno do pânico está recebendo a devida atenção há pouco tempo e sendo levado com mais seriedade, até porque, alguns anos atrás, a pessoa com esse problema poderia ser taxada de “fresca”, muitos estudos são inconclusivos, no Brasil. Porém, já se pode traçar possíveis causas, sintomas e tratamentos.

Entre as causas da Síndrome do pânico está a hiperatividade ou disfunção de sistemas ligados aos neurotransmissores cerebrais, os quais são responsáveis pela transmissão do estímulo nervoso entre as células. Esses neurotransmissores, durante um ataque de pânico fariam a pessoa sentir todos os sintomas que são comuns em momentos de perigo, mesmo que ela não esteja nessa situação. Isso pontua que os neurotransmissores afetados seriam os conectados aos sistemas de alerta, reação e defesa do SNC – Sistema Nervoso Central.

Outra causa também pode ser a alteração na sensibilidade do SNC em relação às alterações bruscas de pH e concentrações de CO2 intracerebral e/ou hipersensibilidade de receptores pós-sinápticos (onde duas células nervosas de ligam) envolvidos no sistema cerebral aversivo (ligado às reações de medo). No entanto, essa causa e a que diz respeito a fatores genéticos ainda estão em fase de estudos.

Quem sofre do Transtorno do Pânico

Quanto à incidência do distúrbio, pesquisas norte-americanas apontam que para cada mil indivíduos, aproximadamente, de um a três são afetados. Já em relação ao perfil das pessoas que sofrem da Síndrome do pânico, afirma-se que a sua frequência é maior em mulheres com idade entre os 20 e 45 anos. Além disso, quando se fala nesse transtorno, é comum que as mulheres afetadas estejam na plenitude de sua carreira profissional, sendo muito dedicadas ao trabalho.

Elas também são exigentes consigo mesmas, porém, apresentam um grau elevado de dificuldade em tratar com os contratempos e, por isso, permanecem como em estado de vigília, sempre preocupadas. Embora esse quadro caracterize a maior parte dos pacientes com a síndrome, já foram registrados casos de idosos, bem como de crianças que passaram pelas crises de pânico, inclusive, do sexo masculino.

 

Deixe seu comentário!
 

Comente: