Síndrome do Pânico

Até pouco tempo desconhecida para a maioria das pessoas, a Síndrome do pânico, também chamada de Transtorno do Pânico, hoje, tem mostrado que está presente na vida de muitas pessoas, que precisam de orientação médica. Ainda é comum encontrar pacientes com esse distúrbio sendo tratados erroneamente, por médicos de outras especialidades, que confundem os seus sintomas com problemas cardiológicos, neurológicos, entre outros.

O psicólogo e o psiquiatra são os profissionais mais indicados para tratar uma pessoa que sofra de Síndrome do pânico. No entanto, levantamentos mostram que três quartos dos pacientes são tratados por outros especialistas. Por isso, você é a pessoa mais importante nesse momento, se você acha que está sofrendo com esse distúrbio deve procurar um profissional.

 

O mesmo deve ser dito aos amigos e familiares, se você conhece alguém que apresenta os sintomas de Síndrome do pânico precisa encorajá-lo a busca um médico da área. Para ajudar a identificar uma pessoa que sofre desse transtorno, segue uma série de informações. Um paciente que não é tratado como merece, ao apresentar esse distúrbio, pode ter que conviver com muitos desconfortos, que acabam desestruturando a própria família.

Por que as Pessoas têm Síndrome do Pânico

Quando uma pessoa se depara com uma situação de perigo, é normal que o seu organismo desperte uma série de mecanismos físicos e mentais para que ela saiba reagir. Se você possui Síndrome do pânico, no entanto, os seus mecanismos de defesa irão se manifestar mesmo que você não esteja sob perigo eminente.

Como o transtorno do pânico ganhou relevância há pouco tempo dentro da ciência, muitas perguntas ainda não têm respostas, como o porquê da pessoa sentir esse medo sem motivo. Porém, já foi verificado que em determinadas famílias esse distúrbio é mais frequente do que em outras, o que leva a hipótese de que a Síndrome do pânico seja resultado de um fator hereditário. Mesmo assim, você pode sofrer do transtorno e ninguém mais da sua família.

Fisicamente, o que acontece com o seu corpo, no caso de você ficar em pânico sem motivo aparente, é que os seus neurotransmissores (substâncias responsáveis pela comunicação entre os neurônios) sofrem um desequilíbrio e passam a informação errada para o seu cérebro. Nesse caso, os neurotransmissores afetados são a noradrenalina e a aserotonina.

Quem Costuma ter Síndrome do Pânico

É possível traçarum perfil da maioria das pessoas que possuem o transtorno do pânico. Em geral, os pacientes têm entre 21 e 40 anos, são pessoas que estão na plenitude de suas vidas profissionais, sendo muito produtivas no seu trabalho, desta forma, assumem cargos que exigem bastante responsabilidade. Além de serem extremamente exigentes consigo mesmos, não sabendo lidar adequadamente com imprevistos, preocupam-se em demasia com os problemas do dia-a-dia.

É possível dizer, ainda, que, se você acredita que está tendo esse tipo de transtorno, outras características do paciente é a sua grande criatividade, perfeccionismo e a necessidade de estar no controle da situação, receber aprovação e ser bastante confiável e competente. Aliado a isso, as pessoas que costumam sofrer de Síndrome do Pânico reprimem sentimentos como irritação e orgulho, além de não darem à devida atenção as necessidades físicas do seu corpo. Esse comportamento termina, não raro, resultando em estresse acentuado, o que também pode desencadear um desequilíbrio bioquímico.

Sintomas Causados pelo Transtorno de Pânico

No caso de você não saber até que ponto se identifica com o perfil traçado acima, segue uma lista de sintomas que são causados pela Síndrome do pânico. O mais comum é que o organismo comece a responder aos mecanismos de fuga, que, em geral, são acionados subitamente, sendo difícil identificar o real motivo.

Quando o corpo reage diante do perigo, o organismo da pessoa aumenta a irrigação de sangue no cérebro, sendo que as demais partes ficam em prejuízo. Desta forma, é normal que o distúrbio causecontração, tensão e rijeza muscular; palpitações no coração; náusea e tontura; dificuldade de respirar;ondas de calor e frio; distorções de percepção da realidade; sensação de que algo terrível vai acontecer; confusão; e medo de perder o controle, ou de morrer.

Uma crise de pânico com essas características pode ter duração de muitos minutos, sendo que a angústia também toma conta da pessoa. Se você já passou por isso, mesmo que apenas uma vez, é importante consultar um médico, já que a crise costuma se repetir. A Sínsíndrome-do-panicodrome do pânico já é considerada um problema sério de saúde, sendo que acomete de 2 a 4% da população mundial, na sua maioria mulheres.

Como Tratar uma Pessoa com Síndrome do Pânico

Há uma ampla variedade de tratamentos para o transtorno do pânico, sendo que em um primeiro momento, o mais adequado é restabelecer o equilíbrio bioquímico cerebral, por meio de medicamentos. Na segunda fase do tratamento, é importante que o paciente aprenda a lidar com os limites de uma forma menos estressante. Ou seja, quando você iniciar um tratamento com o médico, será o objetivo de ambos estabelecer em uma forma diferente de viver, com equilíbrio pessoal e harmonia.

No entanto, o fator essencial é que você se engaje no seu próprio melhoramento. Para isso, o melhor é compreender do que se trata a Síndrome do pânico e se dedicar na busca do equilíbrio pessoal. O mesmo serve para os amigos e familiares, que devem ir à busca de informação para aprender o que se passa com o paciente que for diagnosticado com esse transtorno.

 

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