Quanto tempo tomar remédios para Síndrome de Pânico

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Quando uma pessoa começa um tratamento com remédios para bloquear os seus ataques de pânico, é preciso que ela saiba durante quanto tempo tomar remédios para Síndrome de Pânico. Mesmo que os médicos que costumam receitar os fármacos para tratar desse distúrbio afirmem que os medicamentos não viciam, como os antidepressivos, não é aconselhável prolongar o seu uso.

Além disso, segundo os especialistas, os medicamentos devem ser usados apenas no início do tratamento, para que as crises de pânico cessem e, a partir daí, o paciente possa fazer tratamentos terapêuticos, os quais vão buscar as causas do distúrbio na pessoa. No entanto, ainda existem controvérsias em relação a quanto tempo tomar remédios para Síndrome de Pânico. Muitos médicos informam que o tempo ideal de tratamento é entre seis meses a dois anos.

Depois desse período, o melhor é iniciar a suspensão gradativa dos fármacos, ao mesmo tempo em que se avalia se os ataques de pânicos voltam a ocorrer. Estudos apontam, entretanto, que nesses casos, após a suspensão dos remédios, cerca de 20 a 50% dos pacientes têm recaídas e os ataques retornam. Além disso, mesmo no início do tratamento os fármacos podem demorar um pouco para fazer efeito, até que as doses necessárias do remédio sejam ajustadas de maneira a beneficiar o paciente e bloquear as crises de pânico.

No entanto, tanto as doses iniciais como o prolongamento do tratamento vão depender da decisão médica, já que os remédios para Síndrome do pânico devem ser receitados por um profissional da saúde especializado. Cada paciente é um caso único, com suas particularidades e, por isso, é perigoso o automedicamento. Além disso, os remédios utilizados no transtorno do pânico causam efeitos colaterais e o médico deve escolher aquele que melhor vai se adaptar ao paciente.

Tratamentos complementares ao uso dos remédios

Para que não aconteça de você tomar um medicamento, devido à Síndrome do pânico, por meses e quando terminar o tratamento com o fármaco as suas crises retornarem, os profissionais da saúde indicam tratamentos complementares. Eles visam buscar as causas íntimas que desencadearam os ataques de pânico no paciente.

Para tanto, você pode optar por uma terapia com psiquiatra, psicólogo ou com demais profissionais da saúde com experiência no transtorno do pânico. Outras opções são os tratamentos com homeopatia, florais e outros processos que visam o autoconhecimento. Entre uma das técnicas mais oferecidas para o tratamento do distúrbio está a cognitivo-comportamental, uma vez que ela tem mostrado bons resultados em pacientes com a Síndrome do pânico.

Remédios para Síndrome do Pânico

Entre os fármacos que os médicos receitam aos pacientes estão os benzodiazepínicos, um tipo de ansiolíticos, que servem para combater as crises de ansiedade e funcionam como os analgésicos para a dor, por exemplo. Ele foi e ainda é muito utilizado pelos profissionais da saúde, pois oferece um tipo de alívio imediato aos pacientes com ansiedade aguda.

Os antidepressivos são outros tipos de remédios utilizados no tratamento de Síndrome do pânico, em especial, quando existe um quadro de depressão no paciente, além da ansiedade, o que não é raro. Ambos os medicamentos podem, ainda, ser combinados, já que os antidepressivos costumam demorar um pouco a surtir efeito, enquanto isso, o benzodiazepínico diminuiria a ansiedade, porém, devem ser tomados apenas no início do tratamento em conjunto.

De qualquer forma, é sempre importante salientar que apenas um profissional da saúde pode diagnosticar a Síndrome de pânico em uma pessoa e prescrever o melhor tratamento, pois esses fármacos apenas são vendidos com receita médica, já que eles podem provocar efeitos colaterais. Além disso, a variedade desses medicamentos é grande e conforme o quadro de cada paciente será escolhido qual o mais eficiente e qual a dosagem apropriada.