Origem da Síndrome do Pânico

É possível dizer o transtorno do pânico está sendo levado a sério há pouco tempo, pois até então, ele era, como ainda ocorre, confundido com outras doenças, como cardíacas e neurológicas. Mesmo com o seu reconhecimento, os estudos acerca do tema não estão consolidados e parecer haver mais perguntas do que resposta. No entanto, cresce o número de profissionais que se dedicam ao estudo desse distúrbio. Por isso, falar sobre a origem da Síndrome do pânico é bastante teórica.

Na realidade, muitas questões da medicina são um mistério, ainda mais quando se trata do corpo humano, e mais ainda, do cérebro, um reduto de descobertas futuras. De qualquer forma, a origem da Síndrome do pânico, segundo defendem os seus pesquisadores, está no inconsciente da pessoa e, por isso, se torna imprescindível os tratamentos complementares, que vão ajudar o paciente a seguir rumo à sua cura.

Segundo os profissionais da saúde mental, os tratamentos com os fármacos são importantes no início do tratamento, pois eles permitem que os ataques de pânico sessem e, a partir disso, vocêque sofre desse mal possa iniciar uma terapia. Ela vai, principalmente, proporcionar o autoconhecimento necessário para descobrir os reais motivos que desencadearam o distúrbio, ou seja, a origem da Síndrome do pânico.

Como se Desenvolve o Transtorno do Pânico

Especialistas afirmam que o pânico é uma reação frente a uma experiência que você não está conseguindo dar conta. Por isso, o perfil da mulher que costuma sofrer com o transtorno, sendo o sexo feminino em torno dos 30 anos o quadro mais comum, é o de uma profissional exemplar, que se dedica muito ao trabalho e por isso tem uma carreira intensa. A isso, soma-se a dificuldade em lidar com imprevistos, o que faz dela sempre preocupada e atenta.

Essa é uma situação comum, porém, a Síndrome do pânico pode acometer homens e mulheres de outras idades. Há registro de idosos e mesmo de crianças com o distúrbio. De qualquer forma, a questão é que a reação à experiência vivida por você está agindo como um estranho em sua personalidade, pois faz com que haja de maneira distinta do que é o seu comportamento padrão. Quando esses sentimentos incomuns chegam à tona acontece o que se chama de continuum do susto no grau do Pânico.

Isso quer dizer que as reações que você tem diante de determinadas situações são incomuns e elas se traduzem visualmente pelos sintomas comuns de uma crise de pânico, como o coração bater mais forte, a dor no peito, a sudorese, a falta de ar, etc. Esses sintomas funcionam como expressões dos traços da personalidade que até então estavam marginalizados.

Além disso, se você sofre do transtorno do pânico é comum que tenha ainda o que se denomina de desconexão entre a experiência somática e a experiência cognitiva. Ou seja, em uma crise, você sofre de todos os sintomas que caracterizam uma situação de perigo, quando na verdade você não está passando por um momento em que deva temer alguma coisa. Não existe ligação entre o que você está vivendo e sentindo. Por isso, é comum que você “desligue” um pouco antes de iniciar um ataque.

Já o motivo dessa desconexão é o ponto a ser buscado em uma terapia, sendo que isso vai depender de cada pessoa. No entanto, especialistas apontam que pessoas com mais tendência à desconexão costumam ser aquelas que passaram por uma situação traumática muito precoce, quando tinham apenas meses de vida. Pessoas que não conseguem passar pelos momentos de transição da vida de uma forma contínua também são candidatas a sofrerem com o distúrbio. Assim, situações comuns, como a saída da adolescência, a entrada na terceira idade, o crescimento dos filhos, o fim de uma relação, etc, podem desencadear a Síndrome do pânico.

 

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  1. Elder Araujo janeiro 3, 2015

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