O que é Síndrome do Pânico

Muitas pessoas se questionam se possuem o transtorno do pânico, pois já devem ter lido ou ouvido a respeito desse distúrbio, que está se mostrando cada vez mais presente na vida de muitas pessoas. No entanto, o que é Síndrome do Pânico, afinal? Quando se pensa nesse distúrbio, é comum que você relacione com a palavra medo, mas por que e de quê? A resposta a essas perguntas são, inclusive, praticamente que definitivas para se diagnosticar um caso de transtorno do pânico.

Para entender o que é Síndrome do Pânico, imagine que você está em casa vendo televisão, dirigindo tranquilamente eu em uma loja escolhendo roupas novas e, de repente, você começa a sentir o seu coração bater mais forte, suas mãos suarem e suas pernas tremerem. Assustada, você não sabe o que está acontecendo e essas sensações ficam mais fortes e a isso se soma uma tontura, náusea, você começa a sentir medo do que está sentido, parece que vai perder o controle do seu próprio corpo, da sua mente, ao não pararem essas sensações, você começa a temer que perca o controle ou que mesmo morra.

Por mais que esse quadro pareça bastante catastrófico são esses sintomas que caracterizam um ataque de pânico, podendo ser ele mais leve, com apenas alguns dos sintomas. Porém, algumas pessoas passam por tudo isso enquanto estão tendo uma crise. Se não tratada, a pessoa pode ter novos ataques e entre uma crise e outra, é comum que ela tenha medo de passar por uma situação semelhante.

De acordo com cada um, se ele temer muito uma nova crise, ainda mais quando elas realmente são frequentes, é possível que desencadeie ainda outros problemas, como fobias, principalmente, quando estiver no mesmo lugar onde estava quando teve a crise anterior ou quando estiver em uma situação semelhante. O não tratamento da Síndrome do pânico pode fazer, inclusive, com que as crises sejam mais frequentes.

O que acontece no organismo da pessoa que têm Síndrome do Pânico

Os especialistas da psicologia e da psiquiatria entendem que o transtorno do pânico é um desequilíbrio que ocorre nos neurotransmissores. Eles são os encarregados de realizar a comunicação entre os neurônios, assim, um ataque de pânico ocorre quando esses neurotransmissores enviam informações erradas para o cérebro da pessoa.

No transtorno do pânico, entende-se que os neurotransmissores afetados pelo desequilíbrio são a serotonina e a noradrenalina. Assim, a pessoa começa a ter todos os sintomas relacionados com uma situação de perigoso, tanto físicos, como mentais, mesmo que ela não se encontre em uma circunstância perigosa.

Frente a isso, alguns profissionais da saúde optam por um tratamento medicamentoso. Em geral, os fármacos receitados são os antidepressivos, uma vez que eles podem atuar no sistema nervoso central,equilibrando os neurotransmissores afetados e que motivam os ataques de pânico. Mesmo que existam profissionais que não acreditam na eficiência do tratamento com remédios, os médicos que os receitam afirmam que, em um primeiro momento, eles são importantes, para que o paciente não tenha mais as crises.

No entanto, ambas as linhas de pensamento reconhecem a importância também dos tratamentos com terapia comportamental, para que o paciente trate profundamente as reais causas que desencadearam os ataques de pânico. Esse tratamento pode ser iniciado em conjunto com o uso dos fármacos e também vai permitir que a pessoa não precise mais tomá-los no médio prazo.

Quem pode ter Síndrome do Pânico

Qualquer pessoa de qualquer idade pode sofrer do transtorno do pânico, tanto que os seus sintomas já foram observados em crianças e em idosos. No entanto, as estatísticas mostram que as mulheres costumam ter o distúrbio duas vezes mais do que os homens, inclusive, entre os 25 e 30 anos. Além disso, as mulheres que apresentam o transtorno costumam ser bastante ativas profissionalmente, são dedicas a sua carreira, extremamente competentes, exigem muito se si mesmas, não conseguem lidar com os imprevistos e, por isso, se preocupam por antecipação.

De uma forma geral, as pessoas com o distúrbio são muito ansiosas, por isso que a Síndrome do pânico, clinicamente falando, pertence ao grupo dos Transtornos Fóbicos-Ansiosos. Existem muitos distúrbio que integram esse grupo e possuem sintomas semelhantes, por isso, apenas um profissional especializado pode diagnosticar se você realmente é portador da síndrome.

O que fazer ao achar que é portadora da Síndrome do Pânico

Já que apenas um psicólogo, psiquiatra e demais profissionais da saúde podem afirmar se você tem ou não o transtorno do pânico, não é indicado que se tire conclusões precipitadas. É necessário fazer uma visita ao consultório médico. Às vezes, as pessoas ouvem falar do problema e ao apresentarem algum sintoma se preocupam achando que possuem o mesmo, o que nem sempre acontece. Você pode sofrer de outro transtorno relacionando à ansiedade e que também deve ser tratado.

Além disso, há casos de pessoas que tiveram um único ataque de pânico em toda a sua vida e nem por isso pode-se dizer que é portadora do transtorno. Para que se identificar uma Síndrome de pânico, ela deve acontecer ao menos uma vez por mês.Ao mesmo tempo em que não é aconselhável realizar autos diagnósticos também não se deve ficar indiferente ao que está acontecendo, sendo indicado procurar um médico o mais breve possível. Em geral, os psiquiatras e os psicólogos são as especialidades mais indicadas. Caso você não tenha plano de saúde, peça a indicação de um médico aos seus amigos, familiares e conhecidos.

 

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  1. Pingback: O que é Síndrome do Pânico | Click Artigos julho 11, 2012

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