Efeitos da Síndrome do Pânico

Os efeitos da Síndrome do pânico costumam ser tão sérios quanto o próprio distúrbio, por isso, a importância em buscar ajuda profissional para que eles não avancem sobre a pessoa que possui o transtorno. A demora ou não procura por um médico que possa ajudá-lo a curar o seu problema não apenas provoca efeitos a sua vida como permite que os ataques de pânico sejam mais frequentes.

É comum que algumas pessoas não procurem psiquiatras, psicólogos e demais profissionais que possam colaborar com a sua saúde mental por medo de serem taxados como loucos. Por mais que a compreensão sobre os distúrbios mentais tenha evoluído e a sociedade não intitule mais as pessoas que buscam esses profissionais como loucos, ainda existe quem tem esse receio.

Por isso, se você identificar em si mesmo ou em um familiar ou amigo o transtorno do pânico é importante apoiar essa pessoa e ajudá-la na busca por apoio profissional. Além disso, também acontece de pessoas com os sintomas da síndrome, como dor no peito, taquicardia, falta de ar, entre outros, serem diagnosticadas como portadores de problemas cardíacos, o que apenas adia a ida ao médico certo. Por isso, é importante que toda a sociedade tenha as informações acerca da Síndrome do pânico para identificá-la.

Fobias e Transtornos ligados à Síndrome do Pânico

Entre os efeitos da Síndrome do pânico está a ansiedade antecipatória, que se refere ao medo que você provavelmente sinta de ter um novo ataque. Essa situação pode se tornar bastante séria quando você começa a evitar determinados lugares ou situações por temer que novas crises ocorram. Isso pode limitar a sua vida, fazendo com que deixe de ir a certos lugares, prejudicando a vida profissional, os estudos e mesmo as relações interpessoais com amigos e a família.

Por consequência, esse efeito da Síndrome do pânico pode provocar, ainda, fobias secundárias, como a agorafobia, que consiste no medo de estar em lugares muito amplos ou com muitas pessoas. Essa fobia não está relacionada com o temor às pessoas ou o lugar em si, mas com o receio de que havendo uma nova crise, você não possa se socorrer ou sair dali. Você também pode ter fobia dos lugares onde estava quando teve uma crise de pânico, mesmo que se saiba que as crises surgem inesperadamente e não estão ligadas necessariamente com um local específico.

Outro efeito do transtorno do pânico é o estresse, que hoje em dia é tão comum ouvir falar dele. O estresse é considerado uma reação comum que qualquer pessoa pode apresentar quando se deparada com determinadas situações, podendo elas serem ruins ou mesmo boas. Por mais que popularmente se relacione o estresse apenas aos acontecimentos ruins, ele é uma resposta comportamental e biológica do organismo frente ao desequilíbrio interno que ocorre sobre o estado anterior.

Assim, o organismo reage agrupando recursos e forças para trabalhar com esse fato que desencadeou o estresse. Isso também ocasiona, por consequência, o aumento da atividade no organismo, o que não chega a ser um problema, desde que a resposta não seja excessiva. Se for e a pessoa não conseguir lidar com ele, inicia-se uma série de sentimentos que podem culminar em pânico e ansiedade.

Em geral, os fatos que causam estresse são aqueles que mesmo bons exigem da pessoa uma mudança, uma adaptação, por mais que seja para melhor. Nesse ponto, entram os territórios existenciais, os quais referem-seaos padrões que cada pessoa tem para encarar as situações, agir, sentir e pensar. É possível dizer que é a forma como a pessoa está configurada para viver. Assim, quando esses territórios existenciais são afetados e fazem com que as pessoas saiam dos seus comportamentos padrões, devido a determinadas circunstâncias, podem surgiu o estresse e os transtornos de ansiedade.

 

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