Cuidados com Síndrome do Pânico

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Uma das palavras chaves quando se trata do transtorno do pânico é cuidado. Ele se aplica a diferentes momentos e deve ser praticado pelos diversos personagens que se envolvem em situações com esse distúrbio. Os cuidados com Síndrome do pânico devem começar com a pessoa que estiver acometida pelo problema, em primeiro lugar, pois é ela quem deve estar aberta a buscar ajuda profissional e iniciar um tratamento médico.

Por mais que o especialista que trata pessoas com distúrbios de ansiedade seja a pessoa mais indicada a diagnosticar se você está ou não passando pela Síndrome do pânico, é importante que você reconheça os seus sintomas para identificar que algo fora do seu normal está acontecendo com você. É essa percepção que vai motivá-lo e conscientizá-lo de que é necessário ajuda profissional.

Os cuidados com Síndrome do pânico também devem vir dos profissionais que trabalham em plantões médicos, em clínicas e hospitais, pois é comum que uma pessoa busque essa ajuda profissional quando tiver um ataque de pânico pela primeira vez.Sintomas como palpitações, falta de ar, dor no peito, entre outros recorrentes de uma crise de pânico, fazem a pessoa sentir medo e mesmo pensar que está tendo um ataque cardíaco, isso a leva buscar ajuda em um plantão, mesmo que seja de madrugada.

Porém, é comum que os médicos dos prontos-socorros não saibam identificar o seu problema, diagnosticando muito vezes como dificuldades cardíacas. Isso apenas faz com que você perca tempo com exames que não vão dar nenhum resultado esperado, além da frustração de ir para casa com a afirmação de que você não tem nada. Nesse ponto, entram os cuidados que os familiares próximos e amigos devem ter com a pessoa enferma.

Como apoiar pacientes de Síndrome do Pânico

A partir do momento que se constata que uma pessoa tem o transtorno do pânico, é imprescindível o apoio familiar e dos amigos mais próximos. Muitas pessoas podem adiar a busca de um médico por temer informar a família do seu problema. Mesmo que de forma errônea, ainda existem pessoas que associam os distúrbios emocionais e mentais que requerem tratamento para a síndrome do pânico à “coisa” de louco, ou “frescura”. Essa é uma barreira do preconceito que precisa ser superada, pois faz apenas com que os tratamentos sejam adiados e, por consequência, o quadro da pessoa pode sofrer pioras.

No caso de quem possui a Síndrome do pânico, a demora em buscar auxílio de um profissional da saúde mental pode fazer com que as crises de pânico sejam mais fortes e frequentes, acarretando uma série de outros problemas secundários que podem surgir sem a falta de tratamento adequado. Depois de ultrapassar esse obstáculo e superar o medo de encarar a realidade, o cuidado do paciente deve ser no sentido de seguir todas as recomendações médicas e além de tomar os fármacos indicados iniciar uma terapia para encontrar as raízes que desencadearam o distúrbio.

O próprio psiquiatra pode iniciar uma terapia ou o paciente pode fazê-la com outros profissionais com experiência no assunto. Por mais que o apoio de outras pessoas seja fundamental, somente uma real vontade de melhora vai permitir ao paciente a possibilidade de autoconhecimento, o que as terapias para tratar transtorno do pânico, em geral, propiciam.

Não adianta você negar as suas limitações, é preciso ser honesto consigo mesmo e com o profissional que o estiver ajudando neste momento para que o tratamento tenha resultados positivos.A sobrecarga de trabalho, responsabilidade, ou situações de mudança, que requerem uma readaptação são alguns dos desencadeadores dos ataques de pânico. Negar essas situações, achando que tapar o sol com a peneira é uma forma de afastar-se do problema vai apenas permitir que ele crise raízes mais profundas em seu subconsciente.

 

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