Ansiedade e Síndrome do Pânico

Ansiedade e Síndrome do Pânico estão intimamente relacionadas, uma vez que as pessoas que sofrem de ansiedade aguda estão mais propensas a desenvolver o transtorno do pânico. No entanto, é importante distinguir uma ansiedade patológica daquele frio no estômago que é comum que toda a pessoa sinta frente a diversas situações. Um exemplo de ansiedade patológica é vista através do transtorno de ajustamento, uma forma de ansiedade associada ao estresse, caracterizada pela dificuldade adaptativa emocional, onde a pessoa afetada tem uma reação de sofrimento.

Porém, esse quadro gira em torno de uma situação específica e, após seis meses do término desse evento estressante, a pessoa deve voltar a sua normalidade. No entanto, não raro as consequências desse fato se prolongam, inclusive, quando diz respeito a uma situação estressante crônica e duradoura. O transtorno de ajustamento pode resultar de doenças debilitantes crônicas, grandes dificuldades profissionais, financeiras, conjugais, entre outras. O luto também é outra situação que pode causar o transtorno, pois exige da pessoa uma grande adaptação em seu cotidiano.

Outra manifestação de ansiedade ligada ao estresse é a Perturbação da Conduta, o qual é identificado quando existe a violação de regras sociais importantes, adequadas à idade. Esse quadro é mais comum em adolescentes, quando manifestam sinais de rebeldia que resultam em vandalismo, lutas corporais, descumprimento de responsabilidades legais, direção imprudente, etc.

Além disso, Ansiedade e Síndrome do Pânico se relacionam clinicamente, uma vez que o distúrbio é tido como um estado de Ansiedade Paroxística Episódica, que está classificada na CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) dentro dos Transtornos de Ansiedade. O pânico e a ansiedade também agem no Sistema Nervoso Autônomo.

Como a ansiedade se manifesta

É possível dizer que quando você é acometido pela Síndrome do pânico, está passando por uma Crise Aguda de Ansiedade. Por isso mesmo, um ataque ou crise de pânico pode ser identificada, ainda, como crises de Ansiedade no Pânico. Essas crises podem durar até 20 minutos ou meia hora, porém, em geral, elas acontecem por cerca de 10 minutos.

O mais comum é que você esteja tendo um ataque quando estiver fazendo qualquer atividade, como caminhando na rua despreocupadamente, passando roupa, lendo uma revista, vendo televisão e de maneira súbita um mal estar toma conta do seu corpo. Os sintomas mais corriqueiros são dores no peito, o coração começa a bater mais forte, você começa a suar excessivamente, a tremer, a sentir tonturas, náuseas e, além disso, você pode sentir medo de perder o controle, de enlouquecer e, até mesmo, de morrer.

Os estudos sobre o transtorno do pânico são relativamente recentes e, ainda hoje, pode acontecer de uma pessoa chegar ao pronto socorro dizendo que passou por esses sintomas e os médicos avaliarem que você está com algum problema cardíaco. Essa visão, aos poucos, está mudando, mas por ser um quadro “novo”, existem muitos estudos em fase de conclusão e com opiniões antagônicas.

Assim, alguns especialistas acreditam que um Distúrbio Depressivo coexiste com o Transtorno do Pânico. Ou seja, para esses médicos, a Síndrome do Pânico é, literalmente, uma forma atípica de doença depressiva. Isso porque o sentimento de pânico é, em essência, uma grave sensação de insegurança e temor, sintomas comuns em quadros depressivos. Além disso, depois da primeira crise de pânico, é de costume que a pessoa sinta uma grande ansiedade e medo de que um próximo ataque ocorra a qualquer momento. Isso mostra um enorme sentimento de insegurança, que faz com que a pessoa acometida pelo distúrbio evite situações em que pode facilitar a ocorrência de uma nova crise.

 

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