Remédio para Síndrome do Pânico

remedio para sindrome do panico

Muitos médicos costumam indicar um tratamento com remédios se você apresentar o transtorno do pânico. Mesmo que outros profissionais afirmem que eles não são necessários, os psiquiatras que defendem o uso dos fármacos declaram que, ao menos, no início do tratamento é preciso o Remédio para Síndrome do Pânico. Isso porque ele vai permitir que você não tenha novas crises e possa seguir com outros tratamentos, inclusive, a terapia. Entre elas, a terapia cognitiva e comportamental é uma das mais aceitas pelos profissionais.

Atualmente são, praticamente, três tipos de remédios que são receitados para os pacientes que são diagnosticados com o transtorno do pânico. São eles os antidepressivostricíclicos, os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina e os antidepressivos atípicos. Para indicar o uso de alguns desses fármacos ou a sua combinação, no entanto, é preciso que o médico considere os seus riscos, bem como os seus benefícios, eficiência e o custo que vai ter para cada paciente.

O que são os Medicamentos Antidepressivos tricíclicos

Os antidepressivos tricíclicossão indicados para tratar a Síndrome do pânico ao buscarem a redução da intensidade e da frequência com que ocorrem os ataques. Ele também serve para diminuir a ansiedade antecipatória que costuma ser característica de quem possui a síndrome. Esse fármaco trata, ainda, a depressão, que pode se associar ao paciente.

Se o seu uso obtiver sucesso, você, que sofre do transtorno do pânico, não vai correr o risco de desenvolver a agorafobia, o que também é denominado como uma redução da esquiva fóbica. Os antidepressivos tricíclicos são os remédios que mais contam com experiência, já que são utilizados mundialmente, há mais de 30 anos.

No entanto, ele é considerado uma medicação de segunda opção, por causa da ocorrência maior de efeitos colaterais. Entre eles, destacam-se a hipotensão ortostática (queda de pressão ao levantar-se), bem como as disfunções sexuais e o ganho de peso. Os pacientes também podem ter recaídas ou voltar a ter ataques ainda mais fortes. Por isso, muitos profissionais da saúde defendem a terapia como um tratamento, senão principal, ao menos, que aconteça em conjunto ao uso dos medicamentos.

Os antidepressivos tricíclicos mais utilizados são o Imipramina e o Clomipramina, o primeiro teve o seu primeiro registro de eficiência contra a ansiedade em 1962. Mas apenas na década de 1990 o seu uso foi amplamente difundido entre os pacientes com crises de pânico. Já a Clomipramina possui ações complexas sobre o sistema nervoso central. Ao mesmo tempo em que o fármaco ache na recaptura de noradrenalina e serotonina (os neurotransmissores que são afetados em um ataque do pânico), ele também provoca efeitos colaterais antimuscarínicos, como lentidão, tontura, visão turva e sonolência;anti-histaminérgicos:ganho de peso, hipotensão e fadiga; e antidopaminérgicos: constipação e diarreia.

O que são os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina

Já os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina são utilizados para o tratamento da Síndrome do Pânico devido a sua eficiência antipânico e antifóbicos. Eles são denominados pela sigla ISRS, sendo que agem no neurônio pré-sináptico inibindo especificamente a recaptação desse neurotransmissor, daí o seu efeito antidepressivo. Em outras palavras, esse fármaco atua inibindo o neurotransmissor defeituoso, aquele que está provocando as crises de pânico.

Além disso, os ISRS não causam os tantos efeitos colaterais apresentados pelos antidepressivos tricíclicos. Já os efeitos na melhora do paciente podem ser observados entre a segunda e quarta semanas de tratamento. No máximo, ele vai demorar até a quinta ou sexta semana para começar a propiciar a melhora do paciente.

Entre os ISRSmais comuns estão a Nefazodona, o Fluvoxamina e a Sertalina. A fluvoxamina mostra mais eficiência do que a clomipramina, por exemplo, e com menos efeitos colaterais, apenas diarreia, náusea e retardo orgásmico. Já a Fuoxetina é o ISRS mais utilizado e, por isso, com mais experiência acumulada no tratamento do distúrbio.

Apesar de poucos estudos sobre a sua atuação, constatou-se que muito pacientes tiveram intolerância ao fármaco e assim o indicado é que se inicie o tratamento com doses muito baixas. Também não é aconselhável que seja usado com outros medicamentos. A Sertralina conta com eficiência semelhante aos demais medicamentos do grupo dos ISRS, porém, parece menos preocupante o cuidado com a sua dose e os efeitos colaterais são mais amenos.

O que são Antidepressivos Atípicos

Por sua vez, antidepressivos atípicos são outra opção para os tratamentos de Síndrome do pânico, que não se enquadram em nenhuma das demais categorias e por isso recebem esse nome. Existem vários tipos de antidepressivos atípicos e alguns deles aumentam a transmissão dos neurônios por meio do antagonismo de receptores pré-sinápticos no sistema nervoso central.

Para entender melhor, é possível comprar o cérebro humano com o sistema elétrico de uma casa. Assim como os fios de eletricidade, as células nervosas se comunicam entre si em circuitos chamados vias neurais. Porém, ao contrário dos fios da residência, as células nervosas não se tocam, mas ficam próximas emsinapses. Nelas, as duas células nervosas estão separadas por um pequeno espaço, chamada fenda sináptica. O neurônio transmissor se chama célula pré-sináptica, ao passo que o receptor se chama célula pós-sináptica.

Dessa forma, as células nervosas enviam mensagens químicas com osneurotransmissores em uma única direção pela sinapse a partir da célula pré-sináptica para a pós-sináptica. É nesse mecanismo que acontece uma falha quando você tem uma crise de pânico e é nesse mesmo local onde os fármacos agem. Existem muito tipos de remédios atípicos e cada um atua diferente, mas sempre dentro do mesmo sistema.

Alguns dos fármacos atípicos mais conhecidos para o tratamento da Síndrome do pânico são os Benzodiazepínicos (Ansiolíticos), que possuem rápido início de ação, a Paroxetina, não muito aceita em pesquisas pelos pacientes, e o Citalopram, que está em fase de estudos, entre outros. Alguns deles são mais usados em tratamentos realizados na Europa, sendo menos utilizados por profissionais brasileiros.