Quais os sintomas da Síndrome do Pânico

quais os sintomas

Ao você questionar sobre quais os sintomas da Síndrome do Pânico, é possível listar uma série deles, sendo que você não precisa passar por todos para que seja diagnosticado o transtorno. Em geral, quatro sintomas já caracterizam a sua possibilidade de estar sofrendo as crises de pânico. Assim, entram na lista os seguintes sinais:

– batimentos cardíacos acelerados (taquicardia e palpitações)

– sudorese
– dor no peito (dor torácica)

– parestesias (sensação de anestesia ou formigamento)
– calafrios ou ondas de calor
– abalos ou tremores
– sensação de asfixia, falta de ar ou sufocamento
– náusea ou desconforto abdominal
– sensação de instabilidade

– vertigem, tontura ou desmaio
– desrealização (sensação de irrealidade)

– estar distante de si mesmo (despersonalização)
– medo de perder o controle

– medo de enlouquecer

– medo de morrer

Além de quais os sintomas da Síndrome do Pânico, os especialistas assinalam que para ser considerado esse problema, você deve ter, ao menos, um ataque por mês. Ou seja, existem pessoas que tiveram uma única crise em toda a sua vida e nem por isso sofrem do distúrbio. Além disso, eles indicam que o paciente deve ter pelo menos quatro dos sintomas descritos para que seja caracterizado um ataque. As crises também duram em média 10 minutos, mas podem se prolongar por até 30 minutos.

Esses critérios são definidos de acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais – DSM-IV da Associação Psiquiátrica Americana. Outro critério para se diagnosticar como a Síndrome do pânico são algumas condições que aparecem após os ataques. Entre eles, se você teve uma crise de pânico, é provável que comece a temer muito que outra crise aconteça, você se preocupa com as consequências que um novo ataque pode trazer, além de sofrer uma mudança em seu comportamento normal.

É importante lembrar algumas situações que resultam os mesmos sintomas, porém, nada têm a ver com o distúrbio. Ou seja, não será considerada uma crise quando essa é resultado dos efeitos fisiológicos diretos de substâncias como remédios e drogas, tampouco de ioimbina, cocaína, crack, álcool, cafeína, ecstasy ou de condições médicas como hipertireoidismo, feocromocitoma, entre outras.

Como diagnosticar Síndrome do Pânico

É preciso uma série de exames antes de diagnosticar um paciente com transtorno do pânico, uma vez que muitos dos seus sintomas são idênticos ao de outras doenças. Por isso mesmo, quando uma pessoa está tendo um ataque e ao chegar ao pronto-socorro relata as palpitações e dores no peito, o mais comum é que o profissional de plantão acredite que está diante de um paciente com problemas cardíacos.

Para que o médico certifique-se de que a pessoa não possui doenças como prolapso da válvula mitral, insuficiência coronária, arritmias cardíacas, crises epilépticas, hipoglicemia, labirintite, entre outras, são essenciais uma anamnese (entrevista com o paciente) e avaliação clínica, bem como exames laboratoriais de dosagem da glicemia, hormônios, entre outros; gráficos, como eletrocardiograma, teste ergométrico, etc; e de imagem, como ressonância nuclear magnética, tomografia computadorizada e outros. Tudo isso é de extrema importância porque os pacientes com o distúrbio podem, ainda, ter problemas cardíacos também. Especialistas apontam que em torno de 36 a 40% dos pacientes com o transtorno do pânico apresentam prolapso valvular mitral associado.

Além dos problemas que interferem na saúde do corpo da pessoa, a Síndrome do pânico, se não tratada pode atrapalhar a sua vida pessoal, inclusive, no que diz respeito às relações interpessoais, ainda mais se o indivíduo não encontrar apoio familiar. É necessário que o cônjuge e os demais parentes estejam atentos a possíveis casos do distúrbio em sua família, pois muitas são às vezes em que a pessoa adia a ida ao consultório médico por vergonha de contar à família pelo que está passando.