Causas da Síndrome do Pânico

Causas da sindrome do panico

Mesmo que algumas teorias já estejam mais popularizadas em relação às causas da Síndrome do Pânico, existe uma série de levantamentos que tentam buscar uma explicação para esse distúrbio. Estudiosos do tema afirmam, ainda, que os motivos do transtorno do pânico estão relacionados. Por isso, é comum encontrar profissionais que indiquem como sendo o melhor caminho para a cura do paciente o conhecimento da trajetória da sua vida.

Desta forma, é possível compreender os fatores ambientais, históricos e socioculturais que podem ter contribuído para o desencadeamento de um ataque de pânico. Existem, ainda, indícios que apontam para perfis que podem contrair a Síndrome no pânico. Eles, entretanto, não são uma regra, mas têm se mostrado na grande maioria dos afetados.

Os levantamentos também mostram que as mulheres possuem o transtorno cerca de duas vezes mais que os homens, sendo que a idade mais propícia para serem acometidas é entre os 18 e 35 anos, apesar do distúrbio já ter sido registrado tanto em crianças como em idosos. Outro fator que pode interferir nas causas da Síndrome do Pânico é o fator hereditário, pois alguns médicos afirmam que estatisticamente o distúrbio é mais comum em pessoas com histórico familiar. Porém, essa questão não é unânime entre os profissionais da área. Pessoas que tenham prolapso da válvula mitral também podem apresentar a síndrome com mais frequência.

Situações que Podem Desencadear a Síndrome do Pânico

Uma série de fatores podem ser os responsáveis pelo início de um quadro de Síndrome do pânico, ela não é definitiva, mas uma forma de você identificar se você, um amigo ou familiar é um candidato a ter o distúrbio. Em geral, as pessoas que apresentam o transtorno do pânico são muito produtivas profissionalmente, aceitam muitas responsabilidades e afazeres no seu trabalho, são extremamente exigentes consigo mesmas e não permitem errar, não sabem lidar bem com os imprevistos e por isso preocupam-se em demasia, são muito perfeccionistas, gostam de estar no controle e de receberem a aprovação dos outros.

Além disso, se você também possui muita criatividade, se espera atingir um grande cargo ou prestígio e para isso se impõe muitas regras, além de por a própria saúde física de lado, pois se esquece de dar a ela a atenção devida, você pode passar por uma situação de ataque de pânico. Por outro lado, as pessoas com a síndrome se privam afetivamente, podem apresentar dependência emocional, inclusive em relação a pessoas que sejam mais seguras ou mais velhas, e serem passivas em excesso nas relações interpessoais.

Caso você tenha dificuldades em lidar com as adaptações de sua vida, pois não gosta de mudanças, bem como evitar confrontos, isso pode afetar o seu emocional e desencadear o distúrbio. No caso do transtorno não ser tratado, as crises podem ser frequentes e desencadearem outras fobias (medos) específicos. Elas acabam se tornando as consequências e não as causas dos ataques de pânico.

Outros sentimentos que aparecem nos pacientes são a seriedade, o bom caráter, sentem-se desprotegidos, pressionados, preocupados com o futuro, costumam ter pensamento negativo, além de terem em comum um pai ou uma mãe perfeccionista ou autoritário, bem como algum medo de infância. Porém, é importante frisar que a predisposição às crises ocorre em pessoas que têm essas características somadas, ou grande parte delas, não apenas um desses sentimentos. Também pode acontecer de uma pessoa ter um ataque de pânico apenas uma vez em toda a sua vida e nem por isso ter a Síndrome de Pânico.

Possíveis causas da Síndrome do Pânico

É possível dividir em três fatores as causas do desencadeamento dos ataques de pânico. Uma delas é a neuroanatômica, que diz respeito a uma perturbação no sistema fisiológico que regula as crises normais de ansiedade e medo. Segundo alguns estudos, a reação de pânico inicia no chamado locusceruleus, sendo que ele é responsável por quase todas as reações fisiológicas e autonômicas do pânico.

O locusceruleus, por sua vez,se conecta ao nervo vago que se estende pelo abdômen e tórax, o que explicaria o mal estar abdominal, a taquicardia e a sensação de sufocamento. Já as reações de medo e ansiedade estão localizadas no sistema límbico, que também se conecta ao locusceruleus. Nesse caso, todo o sistema é perturbado, causando o distúrbio.

Outro fator é o comportamental, no qual se leva em consideração uma série de comportamentos que se combinam e poderiam desencadear um ataque de pânico.No entanto, mesmo quem defende essa teoria sabe que ela não explicaria todos os quadros do distúrbio e, por isso, acredita na combinação de causas. Entre os comportamentos mais predispostos à Síndrome do pânico está o medo, a ansiedade, a sensibilidade e as interpretações catastróficas.

Nessa teoria se englobam mais perfeitamente os casos em que uma pessoa fica traumatizada após um evento e tem medo de repetir uma situação semelhante, pois teme que o mesmo problema ocorra novamente. Ou seja, sempre que o paciente recebe um mesmo estímulo, ele recorda o medo, associando o local ao temor.

Já a teoria psicanalítica dá conta de que a origem dos ataques é o escape de processos mentais inconscientes e até então reprimidos. Isso aconteceria já que os profissionais afirmam que se você tem um desejo ou ideia com a qual não consegue lidar, a sua estrutura mental trabalha para manter isso fora da consciência. Porém, se é algo muito forte, ou quando os mecanismos de defesa enfraquecem, o que estava até então aprisionado vem à tona, na forma de uma crise de pânico, já que o equilíbrio mental foi ameaçado.